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Entenda a sepse em crianças, como ocorreu com o neto de Lula - Guimaonline

Saúde

04/04/2019 às 12h32 - Atualizada em 04/04/2019 às 12h32

Entenda a sepse em crianças, como ocorreu com o neto de Lula

LindomarJS
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FONTE: noticias.r7.com

Crianças podem se proteger da sepse tomando vacinas contra gripe e pneumonia Pixabay

Desconhecimento sobre os sintomas da sepse leva ao atraso no diagnóstico e no tratamento do problema, o que aumenta o risco de morte, diz pediatra

A sepse (infecção generalizada) consiste na evolução de uma infecção não diagnosticada e não tratada. Entre crianças a principal doença que evolui para sepse é a pneumonia, de acordo com a pediatra Daniela Souza, do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS).

“É a pneumonia porque a vacina acaba não cobrindo todos os germes que causam a doença”, afirma.

No caso de Arthur Araújo Lula da Silva, neto do ex-presidente Lula, a sepse foi causada pela bactéria Staphylococcus aureus, um germe de pele que entra na corrente sanguínea por meio de cortes e machucados.

“Qualquer diarreia pode evoluir para um quadro séptico. Às vezes, quando a criança cai, machuca a perna e infecciona, essa infecção pode evoluir para uma sepse”, diz.

O médico Luciano Azevedo, presidente do ILAS e professor da Faculdade de Medicina da USP, explica que muitas pessoas são portadoras da bactéria Staphylococcus aureus, estando presente nas cavidades nasais e bucais, sem evoluir para sepse.

"É normal portar essa bactéria. Embora seja agressiva, geralmente, o sistema de defesa do organismo dá conta de combatê-la. O risco de evoluir para sepse ocorre mais em quem tem algum tumor ou toma remédio que causa imunodepressão", afirma Azevedo.

Segundo a médica, a evolução de uma infecção para sepse depende de características genéticas do paciente e dos germes que estão causando a infecção.

Ela afirma que os germes com maior potencial patogênico são o meningococo (associado a meningite) e pneumococo (associado a pneumonia). O Staphylococcus aureus é também bastante agressivo, mas é menos frequente.

Os sinais da sepse são inespecíficos e, inicialmente, se assemelham ao da gripe, como febre e indisposição. Já os chamados sinais clínicos de disfunção orgânica, que aparecem em seguida, consistem em respiração e coração acelerados, alteração no nível de consciência – a criança fica sonolenta e hiperativa –, além de as extremidades ficarem frias.

“O grande problema é que a população desconhece os sinais de sepse e, às vezes, demora para levar o paciente ao hospital. O infarto, se você perguntar na rua, todos conseguem descrever os sintomas, já a sepse, não”, afirma.

De acordo com a pediatra, o risco de morte da sepse é de 5% a 15% em países desenvolvidos, de 20% a 25% em países em desenvolvimento, como o Brasil, e a partir de 35% em países pobres. Ela aponta que a principal razão da mortalidade é o atraso no diagnóstico e no tratamento.

Crianças são mais vulneráveis

Todos estão sujeitos à sepse, no entanto há grupos mais vulneráveis, como crianças abaixo de 1 ano que ainda estão com o sistema imunológico em formação e pessoas com o sistema imunológico comprometido como idosos acima de 65 anos, pessoas com câncer em tratamento com quimioterapia, com HIV ou com doenças crônicas não controladas.

Nesses grupos, a evolução da sepse é mais rápida e o risco de morte, maior. A prevenção no idoso e na criança pode ser feita por meio de vacinação contra a gripe e pneumonia, que evitam os fatores de risco que causam infecção, segundo o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS).

Segundo o órgão, a maioria das pessoas desenvolvem a sepse a partir da chamada infecção comunitária – bactérias do dia-a-dia – como infecção urinária e abdominal e pneumonia.

Mortalidade por sepse é alta no país

O Brasil apresenta uma das maiores taxas de mortalidade por sepse no mundo. São 670 mil casos por ano, sendo que 50% resultam em morte, de acordo com a ILAS. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 31 milhões de casos são diagnosticados por ano, sendo 6 milhões deles fatais.

Em 2017, a órgão reconheceu a sepse como um problema de saúde mundial, instando países-membros, entre eles, o Brasil, a desenvolver melhorias de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Sepse é o termo usado desde 1992 para designar a septicemia ou infecção generalizada. Conforme o conhecimento sobre a síndrome foi aumentando, sua definição foi alterada.

Até 2016, sepse era definida como uma resposta inflamatória do organismo a uma infecção. A partir daí, passou a ser uma resposta desregulada do sistema imunológico a uma infecção que promove disfunção orgânica, levando ao risco de morte.



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