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Papa Francisco enfrenta oposição ligada a Bento XVI no Vaticano - Guimaonline

Internacional

23/03/2019 às 12h51 - Atualizada em 23/03/2019 às 12h51

Papa Francisco enfrenta oposição ligada a Bento XVI no Vaticano

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FONTE: diariodocentrodomundo.com.br

Papa Francisco (Foto: Tiziana FABI / AFP)

Sentado em uma confortável poltrona na antessala de seu gabinete, em um dos prédios da Cidade do Vaticano, o uruguaio Guzmán Carriquiry Lecour mede cuidadosamente cada uma de suas palavras: “O Diabo, o príncipe da divisão, utiliza de outros pobres diabos para dividir e confundir a igreja. E de que modo? Atacando o papa, que é o princípio fundamental da unidade da igreja. Temos muitos pobres diabos, controlados por alguém mais importante, que tentam contrapor Bento XVI a Francisco. E não logram êxito”.

Lecour nada mais falou a respeito. Nem mesmo mencionou os nomes daqueles que, dentro e fora do Vaticano, fazem oposição aberta ao pontífice. Em Roma há 47 anos, o advogado montevideano é um ilustrado, e às vezes empolado, acadêmico de 74 anos, secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, um dos laicos de maior ascendência na hierarquia da Igreja Católica. Ele já serviu a sete papas, mas não esconde a alegria de ser um dos conselheiros do argentino Jorge Mario Bergoglio, o primeiro latino-americano da história (e do hemisfério Sul), de quem é amigo há mais de 30 anos.

Francisco enfrenta muitos demônios nos seus seis anos de pontificado, completados no mês passado. Os mais conhecidos, e que o importunam há mais tempo, são os opositores internos que atacam sua agenda reformista. O objetivo do argentino de aproximar a igreja da vida dos fiéis, mudando a velha imagem da pirâmide autoritária e hierárquica, implica enfrentar tabus como os abusos sexuais e a relação da igreja com gays e divorciados.

Voz dissonante da onda conservadora em ascensão no mundo, o Santo Padre também se transformou em alvo dos políticos populistas de direita. Desde os anos 80, quando João Paulo II ajudou a pôr fim à Guerra Fria, que o Vaticano não tinha tanto protagonismo na geopolítica mundial. A acusação de ação política e de comunismo não é exclusividade dos adeptos do bolsonarismo, repetindo-se nos círculos da extrema-direita europeia e nos Estados Unidos.

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