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Greve de caminhoneiros entra no 9º dia; postos começam a receber combustível, mas protestos seguem - Guimaonline

Brasil

29/05/2018 às 12h20 - Atualizada em 29/05/2018 às 12h20

Greve de caminhoneiros entra no 9º dia; postos começam a receber combustível, mas protestos seguem

FredericoSR
BRASIL - MG
FONTE: G1

Caminhoneiros continuam fazendo protestos em rodovias do país nesta terça-feira (29), o 9º dia da greve. Há atos em pelo menos 24 estados e no Distrito Federal - apenas Amazonas e Amapá não registram manifestações.

Em algumas capitais, o combustível começou a chegar em parte dos postos, e a oferta de transporte público também dá sinais de melhora.

Para atender as reivindicações dos grevistas, o presidente Michel Temer anunciou no domingo (27) a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias, entre outras medidas.

Enquanto parte dos representantes dos caminhoneiros disse aceitar a proposta e encerrar a grave, sindicatos e outras lideranças esperam mais garantias do governo.

Abastecimento e ruas vazias

Com escolta policial, caminhões-tanque saíram de distribuidoras para abastecer postos em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Paraíba, além do Distrito Federal.

As ruas de São Paulo e Rio de Janeiro amanheceram com cara de feriado. Às 7h30, o congestionamento era de zero km na capital paulista (o normal varia entre 32 km e 56 km para o horário). O Rio, que costuma ter 76 pontos de congestionamento às 7h45, tinha apenas 9.

Em Campo Grande, a maioria dos postos já tem combustível, com ajuda de 36 escoltas da PRF desde o domingo. Mas a situação ainda é crítica no interior do estado.

No Amazonas, Manaus já está com operação normal dos postos. Os combustíveis chegam ao estado por cabotagem – transporte via mar e rio, de porto a porto - e seguem para os postos sem escolta.

No Paraná, o governo estadual fez um acordo com os caminhoneiros para liberar a passagem de combustíveis e gás de cozinha. Mesmo assim, ainda há filas nos postos.

Motoristas passaram a madrugada nas filas em Porto Alegre. Segundo estimativa da prefeitura, 72 dos 280 postos da capital do Rio Grande do Sul devem ser abastecidos até a quinta-feira (31). Cinco caminhões tiveram as mangueiras cortadas na refinaria em Canoas.

No Espírito Santo, os postos já têm poucas filas na Grande Vitória, e no interior o reabastecimento chegou alcançou 50%.

Na Paraíba, as filas estão menores em João Pessoa, e em Campina Grande 7 caminhões com combustível chegaram à cidade na noite da segunda-feira.

Em Sergipe, mesmo com a escolta de caminhões, a situação é de muitas filas nos postos, que definiram limites de R$ 100 por carro e R$ 30 por moto. Os municípios de Estância, Riachão do Dantas e Canindé de São Francisco decretaram estado de emergência.

Em Alagoas, os postos começaram a ser reabastecidos com o fim do bloqueio no porto de Maceió, mas postos foram notificados pelo Procon por prática de preços abusivos. Atalaia e Palmeira dos Índios decretaram situação de emergência.

Em Santa Catarina, a polícia escoltou caminhões-tanque em Lages. A Justiça determinou que manifestantes liberem a entrada de uma distribuidora em Biguaçu. Há filas na capital, no interior os estoques estão esgotados, e 6 municípios declararam emergência.

No Maranhão, caminhões abastecidos no Porto do Itaqui estão sendo escoltados em São Luís e também no interior do estado, mas várias cidades ainda sofrem com a falta de combustível como Codó, Grajaú e Balsas.

Em Pernambuco, os postos do Recife receberam 600 mil litros de segunda pra terça-feira, através de comboios escoltados pela PM e pelo Exército, mas a oferta para os motoristas ainda é irregular. No interior, mais de 60 cidades decretaram emergência.

Em São Paulo, a cidade de Bauru, que tem fornecimento de combustível por meio de trem, foi "invadida" por motoristas de outras cidades e passou a ter pontos de desabastecimento.

Em Sorocaba e São José dos Campos (SP), escoltas abasteceram postos, mas a fila chega a 7 horas. Ubatuba foi a 4ª cidade do Vale do Paraíba a decretar emergência. Em Ribeirão Preto, manifestantes liberaram a passagem no terminal de petróleo, bloqueado há 9 dias.

Em Minas Gerais, a primeira leva de combustível chegou a Juiz de Fora, mas apenas para serviços públicos essenciais - veículos particulares serão liberados a partir do próximo carregamento. Em Belo Horizonte, o reabastecimento começou, já Patos de Minas declarou emergência.

No Distrito Federal, escoltas para levar gasolina, diesel, etanol e GLP permitiram abastecimento de 30% dos postos da capital de sexta a segunda-feira.

No Mato Grosso, Sorriso se tornou a segunda cidade a decretar emergência pela falta de combustível.

Dezenove cidades ainda estão totalmente sem combustível no Piauí, mas o reabastecimento começou na noite da segunda-feira (28).

Policiais vão escoltar pelo menos 20 caminhões-tanque para abastecer os postos de Palmas e cidades do interior do Tocantins.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirma que a situação ainda está longe do ideal e deve demorar pelo menos uma semana para voltar ao normal.

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